Movimento Perpétuo - Mira, moinhos, sentidos, leituras turma 1
Apresentação
Esta formação propõe uma imersão sensorial, histórica e cultural nos moinhos de água de Mira, entendidos como património vivo - lugares de trabalho, de encontro e de transmissão de saberes. Através da articulação entre história, literatura, práticas tradicionais e fruição artística, pretende-se reativar a memória coletiva e refletir sobre a permanência destes espaços no presente e no futuro. Mais do que uma ação formativa, trata-se de uma experiência de encontro com o território, onde saber, corpo, memória e criação se cruzam. Um regresso ao essencial para compreender como os moinhos - tal como as histórias - continuam a girar enquanto houver quem os escute, habite e mantenha vivos.
Destinatários
Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial
Releva
Despacho n.º 5741/.2015 - Enquadra-se na possibilidade de ser reconhecida e certificada como ação deformação de curta duração a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 22/2014.
Objetivos
• Compreender os moinhos de água de Mira como património vivo, integrando as suas dimensões histórica, técnica, cultural e simbólica, enquanto espaços de trabalho, encontro comunitário e transmissão intergeracional de saberes; • Explorar o potencial pedagógico dos moinhos enquanto contextos de aprendizagem interdisciplinar, articulando natureza, história, literatura, memória oral, práticas tradicionais e fruição artística, com vista à sua transposição para práticas educativas significativas; • Promover uma abordagem sensorial, experiencial e reflexiva à leitura do território, valorizando o gesto, a participação coletiva e a criação cultural como instrumentos de desenvolvimento de competências de observação, interpretação, mediação cultural e educação para a cidadania.
Conteúdos
1. Os moinhos no território Breve história dos moinhos de água de Mira. Importância económica, social e simbólica ao longo dos séculos. O moinho como centro de vida comunitária. 2. Moinhos na literatura, na cultura e na memória local Referências literárias e orais aos moinhos. O moinho como espaço narrativo, simbólico e identitário. Testemunhos, memórias e histórias partilhadas. 3. Moinhos que teimam em não morrer Resistência, abandono e reabilitação. O valor do património funcional. Desafios contemporâneos: preservação, uso e transmissão. 4. O moinho por dentro: funcionamento e gesto técnico Apresentação do mecanismo do moinho de água. Leitura do gesto técnico: da força da água à farinha. Demonstração prática de moagem. 5. Moer juntos: experiência partilhada Participação coletiva na moagem. A farinha como resultado de um trabalho comum 6. Do grão ao pão Amassadura tradicional. Preparação da broa. Cozedura em forno tradicional. 7. Degustação da fornada (e não só) Prova da broa acabada de cozer. Convívio e partilha à mesa. 8. Concerto de poesia e música Leitura de textos e poemas inspirados no moinho, na água e no pão. Momentos musicais em diálogo com o espaço. 9. Caminhada interpretada na beira do riacho Percurso orientado ao longo da linha de água. Observação da paisagem, da fauna e da flora. Encerramento com reflexão final. 10. Horas contadas Exposição fotográfica: Movimento Perpétuo. Mira, moinhos, sentidos, leituras, momentos. Locais de exposição: Bibliotecas Escolares, Átrio das Artes, Mural das Artes e Biblioteca Municipal.
Anexo(s)
Observações
Esta AFCD destina-se apenas aos Educadores e Professores do AE Mira
Cronograma
| Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
| 1 | 18-04-2026 (Sábado) | 09:00 - 15:00 | 6:00 | Presencial |