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Temas de Arqueologia - 2026 turma Conferência 6

Apresentação

O Município da Figueira da Foz, através da Divisão de Museu, Património e Núcleos, tem vindo a promover, anualmente, em parceria com a Universidade Sénior da Figueira da Foz (USFF), no âmbito da sua disciplina de Património Cultural, o Ciclo de Conferências “Temas de Arqueologia”. Esta iniciativa, que decorrerá no Auditório Municipal Madalena Biscaia Perdigão, procura dar resposta aos interesses da comunidade escolar universitária e do ensino secundário, abordando temas de Arqueologia, de Arte, de História e de História Local, entre outras áreas de saber. Estas sessões conferem certificação pelo Centro de Formação da Associação de Escolas Beira Mar e, para além do público privilegiado da Universidade, as aulas/conferência são abertas à comunidade, sejam seniores ou jovens, professores ou estudantes, historiadores e investigadores. Esta edição dos “Temas de Arqueologia - 2026”, a décima, pretende integrar seis Conferências, as quais irão ao encontro dos eixos estratégicos do Município, abordando temáticas da ciência arqueológica no âmbito territorial do Concelho.

Destinatários

Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial

Releva

Despacho n.º 5741/.2015 - Enquadra-se na possibilidade de ser reconhecida e certificada como ação deformação de curta duração a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 22/2014.

Conteúdos

Conferência 1 “Escavar o Passado: uma breve história da arqueologia” | Pedro Correia Silva Embora a palavra arqueologia costume despertar de imediato a curiosidade do público, a verdade é que esta ciência tão fascinante e apelativa tem sido alvo de uma imerecida desatenção. Na realidade, aquilo que é e o que faz um arqueólogo raramente é divulgado a uma escala que não local ou regional. Com esta comunicação, de carácter mais intimista, pretende-se apresentar o livro “Escavar o Passado: uma breve história da arqueologia”. Do mesmo modo, procura-se dar a conhecer o processo criativo da obra e refletir sobre a importância da divulgação desta disciplina junto do público em geral. Conferência 2 “A imagem fotográfica na Arqueologia em Portugal (1850-1950): um projeto em construção” | Carlos Batista A importância da fotografia associada aos desenvolvimentos disciplinares tem sido alvo de vários estudos, mas desconhecem-se ainda os impactos da fotografia associada à Arqueologia em Portugal. Com o objetivo entender a ligação entre fotografia e Arqueologia no ‘tempo longo’, propomo-nos analisar os conteúdos de imagens fotográficas, identificar as técnicas e os atores associados recorrendo à análise de revistas dedicadas à Arqueologia, mas também espólios fotográficos pessoais e institucionais. A fotografia foi um suporte técnico ou um agente ativo no desenvolvimento da Arqueologia em Portugal? Que atores utilizaram esta técnica e que tipos de registos efetuavam? Como é que progressos fotográficos se refletem nos projetos e desenvolvimentos científicos da Arqueologia em Portugal? Nesta comunicação apresentaremos dados essenciais para a compreensão deste tema no contexto específico do Baixo Mondego com especial incidência na Figueira da Foz. Conferência 3 "Arqueologia nas Margens: Comunidade, Memória e Resistência no Espaço Social" | Tânia Manuel Casimiro Partindo das intersecções entre teoria social e arqueologia, esta comunicação explora conceitos e fenómenos tais como desigualdade, crise na habitação, posicionalidade, identidade e ecologia e como estes moldam práticas e interpretações arqueológicas em contextos contemporâneos. A arqueologia social torna-se aqui um instrumento crítico para compreender formas de marginalização, estratégias de resistência e modos de habitar produzidos nas franjas urbanas e emocionais da vida social. A partir deste enquadramento, apresentam-se três projetos que materializam estas questões. Nos bairros informais de Lisboa, marcados por exclusão, a arqueologia comunitária permite reconstruir narrativas de pertença e desafiar discursos estigmatizantes. O estudo do Muro do Miratejo revela práticas de memória e identidade inscritas por juventudes periféricas, evidenciando tensões entre visibilidade e apagamento no espaço urbano. Por fim, a análise do lixo religioso mostra como objetos descartados expressam afetos, ecologias simbólicas e modos de viver o luto que escapam às responsabilidades ecológicas. Em conjunto, estes casos demonstram uma arqueologia comprometida com justiça social, cuidado comunitário e ecologias de memória. Conferência 4 "Tema em torno do tema do escultor João Afonso/Mestre das Alhadas (ativo nas décadas intermédias do século XV)" | Palestrante a anunciar Conferência 5 "Tema em torno do pintor Manuel Filipe (Condeixa-a-Nova, 1908-Lisboa, 2002)" | Palestrante a anunciar Conferência 6 Testemunhos materiais da presença de Portugal na Ásia nos séculos XVI a XVIII – as colchas de motivos botânicos ao modo da Índia e da Pérsia do Museu Municipal Santos Rocha (Figueira da Foz)” | Ana Barros Graça Ferraz Quando os portugueses atravessaram o Oceano Índico em 1498, desencadeou-se um processo intercultural de enormes proporções que originou uma nova cultura material, híbrida e visual. As rotas comerciais que passaram a ligar Goa e Lisboa no final do século XV vieram facilitar a chegada dos têxteis asiáticos ao Reino, embora ainda inacessíveis a um grande grupo de consumidores. Por este motivo, no final do século XVI, início do século XVII começam a surgir em Portugal, produções nacionais “de substituição”, mais acessíveis e inspiradas nos motivos, cores e padrões asiáticos, em particular colchas e os tapetes bordados, dos quais destacamos as colchas de Castelo Branco, os tapetes de Arraiolos, as colchas da «Oficina de Lisboa» e as «colchas de motivos botânicos ao modo da Índia e da Pérsia». Tendo como ponto de partida os dois exemplares bordados de aparato da coleção do Museu Municipal Santos Rocha, que integram a última produção referida, iremos dar a conhecer as «colchas de motivos botânicos ao modo da Índia e da Pérsia» enquanto produção autónoma dos séculos XVII e XVIII, destacando os seus aspetos mais relevantes, nomeadamente as influências multiculturais nela refletidas.

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 18-03-2026 (Quarta-feira) 14:30 - 15:30 1:00 Presencial
Início: 18-03-2026
Fim: 18-03-2026
Acreditação: CFAEBM-272526
Modalidade: ACD
Pessoal: Docente
Regime: Presencial
Duração: 3 h
Local: Auditório Municipal Madalena Biscaia Perdigão, Figueira Foz

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